domingo, 26 de janeiro de 2014

06.- Heipo. O Heipo quer ter sonhos, não pesadelos.




Ao nascer neste mundo, 
uma imensa porta se abre 
para milhões de possibilidades, 
oportunidades, lugares, condições e profissões. 

      Temos o poder de escolher 
para onde direcionar os passos, 
empreendimentos e construções. 

      Temos até a oportunidade 
de abrir novas estradas, 
ou aperfeiçoar as estradas existentes.

Temos o poder de sair por aí afora,
procurando outros lugares. 

    Temos um gostinho pelas alturas. 

Nossas tendências indicam
que estamos sempre procurando lugares
mais para cima.

É gostoso curtir uma paisagem 
do alto de uma montanha. 

      Se perguntarem a alguém 
onde gostaria de morar, 
no vale ou na montanha, 
a resposta será certamente será lá no alto, 
onde conseguimos enxergar mais longe. 

Nas estradas da vida, por onde andamos, 
nos lembramos dos lugares onde estivemos. 

    E hoje, sabemos muito bem 
onde estamos colocando nossos passos.

Por onde andaremos, lá na frente?

É uma pergunta que estamos fazendo ao futuro. 

       Não escutaremos a resposta nem a voz do futuro 
       se não formos até lá. 

     Essa é a proposta 
que estamos fazendo neste momento: 
vamos até o futuro e buscar as respostas 
que estamos querendo e precisando aqui e agora.

Para responder a esta pergunta 
‘por onde andaremos’, 
convém saber 
que todas as portas já estão abertas. 

     Saber que existem caminhos feitos
e a serem feitos em todas as direções. 

     Saber que existem também, direções apontadas
para cima e para baixo.

Andamos em linha reta, na horizontal 
e não conseguimos contentar 
todas as expectativas 
que ardem dentro de cada um de nós. 

     Nas linhas verticais, para cima, nas alturas, 
e para baixo, nas profundidades, 
temos dificuldades para voar 
como os pássaros, 
ou nos enterrar, 
como minhocas, 
ou nos marinhar, 
como os peixes. 

Pesquisar e conhecer o passado, 
esta tarefa nós já cumprimos. 
Não há mais mistérios. 
Para lá já viajamos, pelos livros de história.

Avaliar e viver no presente 
é o natural para nós. 

É o lugar onde estamos, 
e bem adaptados. 

       Mas construir o futuro 
é um desafio e uma provocação. 

    Como faremos isso 
se não fizemos curso de engenharia, 
nem futurologia?

O espetacular da condição 
e situação de humanos 
é que estivemos sempre em condições 
de voltar para o passado, 
com o uso da memória.  

      Mas ir para o futuro, já é ficção. 
Qual é a capacidade que devemos descobrir 
ou aperfeiçoar?

    Invadir o futuro 
é um ato de violentação 
que fazemos à nossa própria natureza. 

       Não estamos preparados. 

      É como querer entrar a força 
na casa ou no território de outro povo, 
de outra cultura.

      As nossas primeiras ações neste campo 
só terão êxito se considerarmos 
o lugar da invasão como um lugar legal, 
bonito, simpático e bom, 
assim como imaginamos o céu. 

       Nestas condições iremos desarmados. 

    Se porventura planejarmos ir para o futuro 
e encontrarmos situações e condições hostis, 
não estaremos preparados, 
pois, que arma levaremos? 

     Nem sequer imaginamos algo 
que seja o inferno. 

      Estamos afirmando 
que a natureza nossa é de bondade. 
Por extensão, acreditamos que a bondade 
seja uma virtude universal. 

No tempo em que estamos vivendo 
e no que foi considerado passado, 
temos poder e domínio, e muito sangue verteu. 

O passado foi mais vermelho. 
O futuro talvez seja branco, 
como a pomba, como a bandeira da paz.  

      Nos campos novos, 
ainda estamos pesquisando 
e buscando aperfeiçoamento 
para as nossas potencialidades. 

    Ou as nossas potencialidades 
estão ainda dormindo. 

      Talvez seja hora de acordar 
o Heipo dorminhoco.  

O vento levará nosso barco,
mas com as mãos no leme do navio,
ou no volante do veículo,
pois sabemos onde queremos ir.
Quase todos os caminhos conhecemos.

Quase todos os caminhos percorremos.

Por eles andamos com segurança,
e às vezes, com medo.

Muitos caminhos nos levaram a lugar nenhum.

Poucos caminhos nos deram alegria e satisfação.

Haverá um caminho pelo qual ainda não andamos?


De uma coisa temos certeza:
ainda não chegamos até a placa ‘chegada’.

Outro caminho tem.

Sabemos que tem.

Outro caminho nos convém arriscar.

Uma nova terra deve existir.


Não só sonhamos com o Céu. 
Nós o desejamos. 

Estradas velhas
não nos levaram ao lugar 
dos nossos anseios e sonhos.

Poucas estradas 
mostram novos horizontes.

E não gostamos 
de fronteiras.

Não gostamos de limites.

Não gostamos de divisas.

Algo nos atrai.

Sentimos uma saudade a morder,
uma voz que chama,
atração que sacia a fome de ternura.

Um aconchego 
que dá descanso.

Uma paz  
vestida de bomba simples.

Um nó na garganta,
uma ânsia, não sei do quê.

Um novo nível?

Nova dimensão?

Arriscaremos?
Venceremos o medo?
Domesticaremos a insegurança?
Ousaremos inovar?

Mudanças devem acontecer.

Os pesadelos 
devem dar lugar 
aos sonhos. 


Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com  41 98854 5166

Criado em 21/05/2014.
Atualizado em 29/01/2016
Atualizado em 10/04/2026
 
 





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