Ao nascer neste
mundo,
uma imensa porta se abre
para milhões de
possibilidades,
oportunidades, lugares, condições e profissões.
Temos o poder de escolher
para onde direcionar os passos,
empreendimentos e construções.
Temos até a oportunidade
de abrir novas estradas,
ou
aperfeiçoar as estradas existentes.
Temos o poder de
sair por aí afora,
procurando outros
lugares.
Temos um gostinho pelas alturas.
Nossas tendências
indicam
que estamos sempre
procurando lugares
mais para cima.
É gostoso curtir
uma paisagem
do alto de uma montanha.
Se perguntarem a alguém
onde gostaria de morar,
no vale ou
na montanha,
a resposta será certamente será lá no alto,
onde conseguimos enxergar
mais longe.
Nas estradas da vida,
por onde andamos,
nos lembramos dos lugares onde estivemos.
E hoje, sabemos muito bem
onde estamos colocando nossos passos.
Por onde andaremos, lá na frente?
É uma pergunta que
estamos fazendo ao futuro.
Não escutaremos a resposta nem a voz do futuro
se não formos até
lá.
Essa é a proposta
que estamos fazendo neste momento:
vamos
até o futuro e buscar as respostas
que estamos querendo e precisando aqui e
agora.
Para responder a
esta pergunta
‘por onde andaremos’,
convém saber
que todas as portas já estão abertas.
Saber que existem caminhos feitos
e a serem feitos
em todas as direções.
Saber que existem também, direções apontadas
para cima e para
baixo.
Andamos em linha
reta, na horizontal
e não conseguimos contentar
todas as expectativas
que
ardem dentro de cada um de nós.
Nas linhas verticais, para cima, nas alturas,
e para baixo,
nas profundidades,
temos dificuldades para voar
como os pássaros,
ou nos
enterrar,
como minhocas,
ou nos marinhar,
como os peixes.
Pesquisar e
conhecer o passado,
esta tarefa nós já cumprimos.
Não há mais mistérios.
Para
lá já viajamos, pelos livros de história.
Avaliar e viver no
presente
é o natural para nós.
É o lugar onde estamos,
e bem adaptados.
Mas construir o futuro
é um desafio e uma
provocação.
Como faremos isso
se não fizemos curso de engenharia,
nem
futurologia?
O espetacular da
condição
e situação de humanos
é que estivemos sempre em condições
de voltar
para o passado,
com o uso da memória.
Mas ir para o futuro, já é ficção.
Qual é a
capacidade que devemos descobrir
ou aperfeiçoar?
Invadir o futuro
é um ato de violentação
que fazemos à nossa
própria natureza.
Não estamos preparados.
É como querer entrar a força
na casa ou no território de
outro povo,
de outra cultura.
As nossas primeiras ações neste campo
só terão êxito se
considerarmos
o lugar da invasão como um lugar legal,
bonito, simpático e bom,
assim como imaginamos o céu.
Nestas condições iremos desarmados.
Se porventura planejarmos ir para o futuro
e encontrarmos
situações e condições hostis,
não estaremos preparados,
pois, que arma
levaremos?
Nem sequer imaginamos algo
que seja o inferno.
Estamos afirmando
que a natureza nossa é de bondade.
Por
extensão, acreditamos que a bondade
seja uma virtude universal.
No tempo em que
estamos vivendo
e no que foi considerado passado,
temos poder e domínio, e
muito sangue verteu.
O passado foi mais vermelho.
O futuro talvez seja branco,
como a pomba, como a bandeira da paz.
Nos campos novos,
ainda estamos pesquisando
e buscando
aperfeiçoamento
para as nossas potencialidades.
Ou as nossas potencialidades
estão ainda dormindo.
Talvez seja hora de acordar
o Heipo dorminhoco.
O vento levará nosso barco,
mas com as mãos no leme do navio,
ou no volante do veículo,
pois sabemos onde queremos ir.
Quase todos os caminhos conhecemos.
Quase todos os caminhos percorremos.
Por eles andamos com segurança,
e às vezes, com medo.
Muitos caminhos nos levaram a lugar nenhum.
Poucos caminhos nos deram alegria e satisfação.
Haverá um caminho pelo qual ainda não andamos?
De uma coisa temos certeza:
ainda não chegamos até a placa ‘chegada’.
Outro caminho tem.
Sabemos que tem.
Outro caminho nos convém arriscar.
Uma nova terra deve existir.
Não só sonhamos com o Céu.
Nós o desejamos.
Estradas velhas
não nos levaram ao lugar
dos nossos anseios e sonhos.
Poucas estradas
mostram novos horizontes.
E não gostamos
de fronteiras.
Não gostamos de limites.
Não gostamos de divisas.
Algo nos atrai.
Sentimos uma saudade a morder,
uma voz que chama,
atração que sacia a fome de ternura.
Um aconchego
que dá descanso.
Uma paz
vestida de bomba simples.
Um nó na garganta,
uma ânsia, não sei do quê.
Um novo nível?
Nova dimensão?
Arriscaremos?
Venceremos o medo?
Domesticaremos a insegurança?
Ousaremos inovar?
Mudanças devem acontecer.
Os pesadelos
devem dar lugar
aos sonhos.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Atualizado em 29/01/2016
Atualizado em 10/04/2026

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