tendo esperança,
mas não pode fazer nada
se não contar com ela".
Samuel Butler.
Parece-me
que viver
na
companhia da esperança
é
ter alcançado um degrau
acima
do sem sentido.
Quando
penso na esperança,
vejo
nela o desejo,
e
a vontade de permanecer vivo
e
resolver todos os meus problemas.
Quem
espera,
está
vivo.
É
ela que aciona
o motor de arranque.
É
ela o combustível invisível,
que
quanto mais se usa,
menos
gasta e mais rende,
e
se vai mais longe.
Se
se tem a esperança,
como
companheira de viagem,
tem-se
também a alegria.
A
incerteza e a insegurança
caminham juntas com a esperança.
Ambas fazem parte
dos dois times em constante confronto:
Relativo x Absoluto.
A
esperança atua no time
do Absoluto.
A
esperança
mantém-nos
acordados
e
ao mesmo tempo, sonhando.
A
esperança
nos
mantém afastados do passado,
e
aproxima-nos do futuro.
A
esperança
é
uma companheira
de
muitos viventes,
principalmente
dos
mais carentes.
Se
não fosse pela esperança,
as
desistências seriam aos milhares.
A
esperança
é
estimulante vital.
Ela
é amostra grátis,
é
empréstimo antecipado
dos
bens vindouros.
E
mesmo que seja adiamento
de
um bem desejado,
permanece
ali por perto,
e
não vai embora,
não
abandona o campo.
É
um bem não perecível.
É
como um apoio,
um
suporte invisível
pendurado
no céu,
sustentando-nos,
um
pouco acima do chão.
É
um bem
a
ser usado cá na terra,
emprestado
lá do céu.
Vai
sempre
numa mesma direção.
Ela
é o acessório
sobrenatural
acoplado
ao nosso veículo
natural.
A
esperança
se
mantém viva e otimista
na
frente do realismo gritante.
Quanto
mais perto do desespero,
mais
viva e robusta se torna.
Diante
do sofrimento, da tragédia,
nossos
pensamentos ficam confusos:
se
for pensamentos de esperança,
sobrevivem;
se
não for, sucumbem.
A
esperança enfraquece
se
estiver impaciente;
se
fortalece se
estiver
paciente.
É
a esperança
que
produz a energia
para
enfrentar
as
dificuldades.
A
esperança espera,
quase
nu,
quase
despida,
assim
mesmo espera,
com
frio e insegura.
Ela
é diferente
de
outra natureza,
parece
com uma luz
acesa
dentro da gente,
que
não deixa no escuro.
A
esperança
se
desenha feliz,
no
rosto do pobre sem nada.
A
companhia da esperança
não
é tão valorizada,
mas
experimente andar
um
dia sem ela.
Sem
ela, os dias são cinzentos.
Com
ela,
a natureza exala perfumes,
os
jardins florescem,
as
árvores produzem frutos,
os
pássaros cantam
os
riachos dialogam com as margens.
Abrir-se
para a esperança,
como
o cego,
é
dar as mãos à fé,
e
aceitar entrar
na
dimensão
das
possiblidades.
É
teimar, forçar
e romper as fronteiras.
É
insistir
até quebrar as correntes.
É
a atitude de não aceitar
a
última palavra
do
determinismo.
É
libertar-se
dos
preconceitos
do mundo fechado.
É
ser salvo
de dentro dos buracos.
É
fazer-se livre,
expandindo
os limites,
sabendo
que mesmo longe,
devagarinho,
dá
para chegar bem perto.
A
esperança
viaja cada vez mais lentamente
da época do nascimento
e se aproxima
cada vez mais rápido
da data da despedida da vida.
Se
se tem esperanças,
a
morte é apenas uma ponte.
A
morte tentou, e de novo tentará
segurar
a vida em suas presas.
Se
a esperança estiver viva e forte,
lutará
de novo, e sobreviverá
após
a última luta contra a morte.
Lutará,
suará sangue, faltará o ar,
mas
sobrará as forças sobrenaturais
para
abrir a porta da eternidade.
A
esperança sabe que enfrentará a morte,
por
isso, a esperança não morre.
Quem
morre somos nós, humanos,
não
a esperança, dom eterno.
Se
a esperança viveu
dentro de nós
a vida inteira,
e
se na hora da morte
nós morremos,
a
esperança não morrerá,
porque
se se alimentou,
se eternizou durante nossa vida.
É
ela, a esperança que tem a força
para
nos ressuscitar para a vida definitiva,
o
sonho que cultivamos, a vida toda,
a
vida eterna.
“Olhando para o chão,
nos enganamos:
parece-nos que tudo está perdido:
Passamos a crer
nas
estatísticas dos jornais.
Passamos a fundamentar nossa fé
nas pesquisas sociológicas.
Acreditamos
apenas no que podemos ver.
Mas, levantemos nossos olhos
e visualizemos
ao longe
onde está a fonte da esperança:
O Jesus Cristo,
ressuscitado dentre os
mortos”.
Frei Ignácio Larrañaga.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Atualizado
em 03/02/2016
Atualizado em 23/05/2026
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