domingo, 26 de janeiro de 2014

33.- Esperança. Conviva com a esperança.





 "Você pode conseguir fazer muito pouco
tendo esperança,
mas não pode fazer nada
se não contar com ela".
Samuel Butler.
 
Parece-me que viver
na companhia da esperança
é ter alcançado um degrau
acima do sem sentido.
 
Quando penso na esperança,
vejo nela o desejo,
e a vontade de permanecer vivo
e resolver todos os meus problemas.
 
Quem espera,
está vivo.
 
É ela que aciona 
o motor de arranque.
 
É ela o combustível invisível,
que quanto mais se usa,
menos gasta e mais rende,
e se vai mais longe.
 
Se se tem a esperança,
como companheira de viagem,
tem-se também a alegria.
 
A incerteza e a insegurança 
caminham juntas com a esperança. 

Ambas fazem parte 
dos dois times em constante confronto: 
Relativo x Absoluto.
 
A esperança atua no time 
do Absoluto.
 
A esperança
mantém-nos acordados
e ao mesmo tempo, sonhando.
 
A esperança
nos mantém afastados do passado,
e aproxima-nos do futuro. 
 
A esperança
é uma companheira
de muitos viventes,
principalmente
dos mais carentes.
 
Se não fosse pela esperança,
as desistências seriam aos milhares.
 
A esperança
é estimulante vital.
 
Ela é amostra grátis,
é empréstimo antecipado
dos bens vindouros.
 
E mesmo que seja adiamento
de um bem desejado,
permanece ali por perto,
e não vai embora,
não abandona o campo.
 
É um bem não perecível.
 
É como um apoio,
um suporte invisível
pendurado no céu,
sustentando-nos,
um pouco acima do chão.
 
É um bem
a ser usado cá na terra,
emprestado lá do céu.   
 
Vai sempre
numa mesma direção.
 
Ela é o acessório
sobrenatural
acoplado ao nosso veículo
natural.
 
A esperança
se mantém viva e otimista
na frente do realismo gritante.
 
Quanto mais perto do desespero,
mais viva e robusta se torna.
 
Diante do sofrimento, da tragédia,
nossos pensamentos ficam confusos:
se for pensamentos de esperança,
sobrevivem;
se não for, sucumbem.
  
A esperança enfraquece
se estiver impaciente;
se fortalece se estiver
paciente.
 
É a esperança
que produz a energia
para enfrentar
as dificuldades.
 
A esperança espera,
quase nu,
quase despida,
assim mesmo espera,
com frio e insegura.
 
Ela é diferente
de outra natureza,
parece com uma luz
acesa dentro da gente,
que não deixa no escuro.
 
A esperança
se desenha feliz,
no rosto do pobre sem nada.
 
A companhia da esperança
não é tão valorizada,
mas experimente andar
um dia sem ela.
 
Sem ela, os dias são cinzentos.

Com ela, 
a natureza exala perfumes,
os jardins florescem,
as árvores produzem frutos,
os pássaros cantam
os riachos dialogam com as margens.
 
Abrir-se para a esperança,
como o cego,
é dar as mãos à fé,
e aceitar entrar
na dimensão
das possiblidades.  
 
É teimar, forçar 
e romper as fronteiras.
 
É insistir 
até quebrar as correntes.
 
É a atitude de não aceitar
a última palavra
do determinismo.
 
É libertar-se
dos preconceitos 
do mundo fechado.
 
É ser salvo 
de dentro dos buracos.  
 
É fazer-se livre,
expandindo os limites,
sabendo que mesmo longe,
devagarinho,
dá para chegar bem perto.
 
A esperança 
viaja cada vez mais lentamente 
da época do nascimento 
e se aproxima cada vez mais rápido 
da data da despedida da vida.
  
Se se tem esperanças,
a morte é apenas uma ponte.
 
A morte tentou, e de novo tentará
segurar a vida em suas presas.
 
Se a esperança estiver viva e forte,
lutará de novo, e sobreviverá
após a última luta contra a morte.
 
Lutará, suará sangue, faltará o ar,
mas sobrará  as forças sobrenaturais
para abrir a porta da eternidade.
 
A esperança sabe que enfrentará a morte,
por isso, a esperança não morre.

Quem morre somos nós, humanos,
não a esperança, dom eterno.
 
Se a esperança viveu dentro de nós 
a vida inteira,
e se na hora da morte 
nós morremos,
a esperança não morrerá,
porque se se alimentou, 
se eternizou durante nossa vida.
 
É ela, a esperança que tem a força
para nos ressuscitar para a vida definitiva,
o sonho que cultivamos, a vida toda,
a vida eterna.  
 
Olhando para o chão, 
nos enganamos: 
parece-nos que tudo está perdido: 
Passamos a crer 
                nas estatísticas dos jornais.             
Passamos a fundamentar nossa fé 
nas pesquisas sociológicas. 
Acreditamos 
              apenas no que podemos ver.
    
         Mas, levantemos nossos olhos 
e visualizemos ao longe 
      onde está a fonte da esperança: 
O Jesus Cristo, 
ressuscitado dentre os mortos”. 
Frei Ignácio Larrañaga.
 
 
Eneas Paulo Budel Bogucheski     
eneaspb@gmail.com    41 98854 5166 
    
Atualizado em 03/02/2016
Atualizado em 23/05/2026

 



 

 


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