Recobra
o teu fervor
e
a tua originalidade
e
venha mudar
a
tua postura e comportamento.
Recupere
teu entusiasmo original
e
vá buscar o que te sacia.
Até
quando continuaremos resistindo.
Até
quando
nos
iludiremos a nós mesmos,
fingindo
que estamos bem,
que
não há nada de errado
neste
viver sem sabor e sem risos,
sem
entusiasmo e esperanças,
testa
franzida e sem brilho no olhar?
Chega
de opressão.
Chega
de máscaras e fingimentos.
Chega
de viver a vida
de
atores contratados
para
interpretar papéis
despersonalizantes
e
vazios de sentido e finalidade.
Chega
de tortura e sofrimento.
Estaremos
para sempre
Adaptando-nos
e aceitando as depressões
e
pessimismos, as injustiças,
a
falta de rumo,
como
ingredientes naturais da nossa vida?
Não
aguentamos mais
ver
tanta gente sofrer.
Chega
de sacrifícios
e
altos pagamentos
para
aprender profissões temporárias,
que
constroem coisas
que
nos afastam da simplicidade
e
da sabedoria da vida.
Quanta
competição
entre
as empresas dos meus amigos,
e
entre meus próprios amigos.
Cadê
meus amigos,
afogados
em concorrência e competições,
colecionando
doenças do coração,
enfartes
e depressões,
procurando
antecipar a morte,
estressados
e sem sabor no viver?
Não
recebemos mais suas visitas.
E
eles não têm tempo
para
serem visitados.
Há
uma resistência
a
ser domada.
Há
uma conquista
a
ser planejada.
E
quando chega a noite,
percebes
que o sol foi embora, dormir?
Será
que a noite tem alguma finalidade extra?
As
estrelas, à noite,
cantam
mensagens de um universo infinito.
Há
uma resistência a ser domada.
Há
uma conquista a ser planejada.
Há
uma ansiedade a ser satisfeita.
Estamos
todos condenados
a
viver sem satisfação,
sem
curtir o que de mais precioso temos,
que
é a vida?
Será
este estilo de vida
que
queremos,
ou
será que
desaprendemos
a viver?
Ou
fomos despersonalizados,
ou
já estamos demasiadamente mecanizados,
desviados
do lugar sagrado?
Onde
se encontra o teu próprio eu?
Quem
é você?
Qual
a finalidade da sua vida?
Diga-me
e entenderei.
Ou
estamos demais animalizados
ou
demais humanizados
e
quase nada aperfeiçoados?
Aparece
na tela da vida,
muitos
de nós humanos,
vivendo
no prejuízo,
e
o que é pior,
estamos
acostumados,
achando
natural
o
que é sub-humano.
Há
uma resistência a ser domada.
Há
uma conquista a ser planejada.
Queremos
pessoas
que
exerçam a responsabilidade
de
despertadores,
de
marinheiros experimentados,
de
embaixadores realizados,
de
porta-vozes autorizados.
Há
uma resistência a ser domada.
Há
uma conquista a ser planejada.
Acordem-nos.
Coloquem-nos
na frente dos espelhos.
Incentivem-nos
a olhar
como
ficamos por fora.
O
que está acontecendo lá dentro?
Que
tipo de anestésicos nos atinge
sem
que sintamos os efeitos.
Há
uma resistência a ser domada.
Há
uma conquista a ser planejada.
Deixe
chegar perto de mim
aquele
que me traz boas notícias.
Que
ele nos mostre as chaves
que
abrirão os cadeados
e
tirarão dos nossos braços e pernas,
as
correntes que nos aprisionam.
Há
uma resistência a ser domada.
Há
uma conquista a ser planejada.
Ainda
nos resta intacta,
uma
pequena parcela da personalidade.
Queremos
voltar a ser o que somos:
um
projeto de vida eterna.
Há
uma resistência a ser domada.
Uma
conquista a ser planejada.
Uma
ansiedade a ser satisfeita.
Os
gênios,
os
grandes personagens,
as
pessoas vencedoras
ensinaram
a teima do reinicio
e
da persistência,
da
busca e da procura de elementos
que
nos aperfeiçoam.
Estacionar,
desistir
ou parar
é
escolher o comodismo
e
deixar-se derrotar pela rotina.
Continuar
é
colocar em movimento
nossas
tendências de aperfeiçoamento.
Haveremos
de desistir,
acenar
o lenço branco,
baixar
nossa bandeira,
render-nos
e entregar-nos
sem
nenhuma resistência?
Seremos
capazes de parar?
Não.
Não é hora de desistir.
Já
experimentamos o sabor.
Já
antevimos o que nos está reservado.
Estamos
decididos:
queremos
nos manter nesta procura,
com
firme fidelidade.
Mas
como é difícil
participar
do campeonato da vida.
Como
manter ativas as forças da juventude,
já
com idade mais avançada?
O
vento sopra forte contra nossa embarcação.
Não
reconhece nem respeita a madeira
da
qual fomos feitos.
Nossos
braços já estão cansados
de
remar contra a correnteza.
Até
quando conseguiremos continuar?
Renovar,
Lustrar
a velha madeira.
Dar
brilho, colocar cera,
tomar
sol e vento fresco.
Cada
dia, novo dia,
humano
renovado,
é
o projeto em andamento.
Na
pureza e retidão
não
temos outra ação
a
não ser seguir o ritual
da
busca do ideal celestial.
Em
coerência com esta postura
nos
ajoelhamos e rezamos:
Ó
força ressuscitadora,
espírito
vivo e atuante
não
permitas que a fraqueza desajuste
a
unidade conquistada.
Que
percamos o medo
de
causar escândalos,
e
que os causemos,
se
forem necessários e triunfantes
para
os demais caminhantes.
Dai-nos
a força
da
coragem e da ousadia.
Vemos
como sofre este teu povo,
todos
os dias esperando de nós,
uma
manifestação,
uma
resposta fraterna,
atitudes
de sensibilidade e solidariedade.
Sentimo-nos
impotentes,
fracos,
impuros e mudos.
Conhecemos
nossas resistências
e
a matéria das nossas pernas.
Vemo-nos
inseridos
dentro
de uma classe
já
sem forças,
e
sentimo-nos também como teus filhos,
fracos,
com sede, com fome e com saudades.
Estamos
nos sentindo longe de vós,
nosso
Pai e da nossa casa!
Que
frio, que mal-estar está reinando neste mundo.
Descuidamos
dos nossos próprios irmãos,
e
nos condenamos a passar frio neste inverno.
Este
sentimento da vossa ausência
endurece
nossos músculos,
atrofia
nossa sensibilidade,
apaga
as luzes
e
o brilho nos nossos olhos.
Fecha
todos os caminhos,
desmonta
todos os andaimes
das
nossas construções.
Onde
estão aqueles,
que
devemos ser,
como
o farol,
o
sinal,
o
fogo
a
esquentar
a
noite da fé.
Caminho
penoso esse, da procura.
Exige
esforços,
mas
não nos entregamos.
Decidimos
nos colocar a caminho
e
nos perguntamos sobre a fonte das resistências.
E
achamos.
E
agora?
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 01/02/2016
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