quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

39.- Céu. Alguém nos prometeu o céu. E agora nós queremos.



 

Vivemos pisando 
no chão da terra. 

Nós estamos pisando e vivendo
num mundo
que chamamos planeta Terra. 

Este é o nosso habitat natural. 

Nossa história foi feita,
até aqui, neste planeta. 
                
E aqui dentro desta terra
    foi semeada uma semente,
    um sonho chamado céu.  

Se olharmos para cima, dizemos: 
lá está o Céu. 


O que sabemos sobre o céu? 


Existe ou não existe?

Não sabemos se ele existe,
e também não sabemos 
se ele não existe. 

Dependerá de acreditarmos 
e de aceitarmos 
como princípios de prova material, 
as frases, afirmações e promessas 
feitas por um personagem 
que não tem necessidade 
de mentir. 
 
Só temos uma fonte: 
a Bíblia.

E só temos um personagem 
que falou sobre o céu: O Jesus Cristo.

Dezenas de citações sobre o céu 
encontraremos na Bíblia.
 
Diz-nos a Bíblia 
que o Deus Pai mora nos céus 
e que o seu Reino está nos Céus.


O próprio Jesus Cristo 
ao ensinar seus apóstolos a rezar, 
disse: Quando rezardes, dizei: 
“Pai Nosso que estais nos céus ... 
santificado seja o vosso nome 
assim na terra como no céu”.


Outro argumento bíblico, 
registrado no Evangelho do São João 
diz assim: “Saí do Pai e vim ao mundo; 
de novo deixo o mundo e vou para o Pai”.  
Se o Pai dele e nosso Pai está no céu, 
queremos ir para lá.

Não temos outra fonte onde nos apoiar 
a não ser nesta possibilidade 
de que o Jesus Cristo, filho do Deus Eterno, 
veio até nós, lá de fora deste mundo, 
e habitou este mundo, 
e voltou de novo de onde veio. 

Só que, enquanto Ele esteve aqui, 
Ele falou várias vezes deste “outro mundo”, 
que, acreditamos, seja o céu.

Vamos repetir a pergunta 
do escritor e cientista
Erich Von Däniken: 
Eram os deuses astronautas”?

Não sei se o termo correto seja ‘
astronauta’.

Talvez tenha sido este 
o termo mais apropriado para a época 
em que o livro foi editado.

Mas o fato é que a História 
da humanidade foi profetizada, 
sobre este personagem que veio de fora, 
viveu aqui alguns anos e voltou para lá.

Antes de ir, avisou 
Na casa do meu Pai tem muitas moradas... 
vou preparar-vos um lugar”.

Do acreditar nestas premissas
vai desenrolar-se todo este texto.

Usaremos o que temos disponível:
o que está escrito
e também nossas capacidades imaginativas,
já que não temos outro meio 
para nos transportarmos para o céu.

Acho que quem vai para o céu primeiro
é aquele ou aqueles e aquelas
que acreditam que ele existe. 

Nada mais ideal e justo
do que dar para alguém,
aquilo que ele deseja e espera. 


Queremos crer que o céu existe,
porque existe muita literatura sobre ele
e porque existem promessas
para aqueles que o procuram
e o merecem. 

Vamos fazer algumas suposições, 
elaborações, indagações e pesquisas.

Ousaremos fazer também 
mais algumas afirmações. 

Já que o céu existe,
quem vai para o céu primeiro?


O Heipo tem certeza que:
vai para o céu primeiro
aquele que de tardinha 
saí de dentro do seu lar,
chega à sacada,
ergue os olhos
e vê o sol 
enfeitar a tarde, 
e partir.

Existem pessoas 
que não olham para o alto 
e perdem espetáculos todos os dias.

Atitude de indiferença
ou a falta de sensibilidade
é um fator de retardo
no desenvolvimento da personalidade
e na curtição do bem,
do belo e da arte.

Quem vai para o céu primeiro? 

Vai para o céu primeiro
aquele que de manhã,
bem cedinho
levanta para rever o sol
que vem vindo
enfeitar o amanhecer de um novo dia,
trazendo, de novo,
oportunidades 
e espetáculos visíveis. 

Acordamos. 
Abrimos os olhos. 

Olhamos uns para os outros
e percebemos que, de novo,
renascemos.

Vai para o céu primeiro
aquele que teve fé e acreditou.
Aceitou a dimensão da fé.

Acreditou nas palavras
que o amigo de ontem,
de hoje de sempre, falou e viveu,
e seus amigos registraram 
nos Evangelhos.

Foram amigos porque pensaram em nós, 
que estamos já tão distantes, 
dois mil anos depois.  

Obrigado Mateus, João, Lucas, 
Marcos, Paulo, Pedro, Tiago, e os outros.

Esperamos estar aí onde vocês estão.

Estamos tentando seguir 
as pistas que vocês trilharam.

Estamos tentando acreditar 
e concretizar as sementes 
que vocês plantaram.

Vai para o céu primeiro
aquele que muito na terra sofreu,
com a esperança que no seu coração 
jamais arrefeceu.

Vai para o céu primeiro
aquele que mora no interior,
ouve o vento passar
fazendo leve barulho nas árvores;
ouve o canto dos pássaros
e admira o seu voo;
senta-se na beira do riacho
e vê a água sempre rolando,
entoando canções,
quase a falar: ‘acredite no céu’.

Vai para o céu primeiro
aquele que participa
com sorriso manso
das alegrias dos vizinhos,
parentes e amigos.

Vai para o céu primeiro
aquele que chora
com lágrimas molhadas,
escondidas,
com o sofrimento dos andantes das ruas,
querendo suavizá-los e não consegue.

Vai para o céu primeiro
aquele que sofre,
atraindo o sofrimento dos outros 
para si mesmo,
elevando uma prece ao Pai Nosso
que olhe e atenda suas necessidades,
os ampare, proteja-os e
reserve para eles
um lugarzinho lá no céu.

Vai para o céu primeiro
aquele que de noite
sai de dentro do seu lar 
para ver as estrelas.

Fica absorto,
deixando sua imaginação voar
até onde consegue chegar...
... quase no céu.

Que imensidão acolhedora.

Quanta mensagem de poder
e ao mesmo tempo de humildade 
do grande Arquiteto.

Faz obras tão grandiosas
e assina seu nome em códigos
para não se impor
como dono e proprietário orgulhoso.

Faz obras maravilhosas
e simplesmente deixa em exposição
para alguns poucos admiradores
que percebem
e emitem pensamentos
de admiração e gratidão.

Aí só há duas palavras a dizer:
Obrigado Paizão.

Vai para o céu primeiro
aquele simples padre,
fiel servidor,
que no repetir de todos os dias
reza a eterna Missa nas Igrejas e Capelas
na terra onde estamos,
intercedendo
para que todos nós possamos 
ir para o céu.

Os sacerdotes, como simples pastores, 
servos do Altíssimo, na paz e harmonia, 
trabalham e celebram 
a redenção da natureza 
e das pessoas.

 Esta experiência de rezador 
proporciona ao sacerdote 
provar um pouco do que é o céu.

Portanto, já está meio preparado
para ir a um lugar muito familiar. 

Vai para o céu primeiro,
o homem ou a mulher
que deixou pai, mãe e família
e foi para o convento,
ser padre, freira, religioso ou religiosa,
demonstrando que a vida deixada no mundo,
foi ou está sendo sacrificada
pela esperança da vida eterna,
no céu.  

É uma perda aparente 
ou um ganho invisível?

Os pobres, os sacerdotes e os religiosos 
são aqueles que já iniciaram a caminhada 
aqui na terra em direção ao céu.

Já conhecem os verdadeiros atalhos.

Já possuem o mapa. 
Seguem as orientações recebidas. 
Executam as ações determinadas 
e ensinam o caminho.

Puxam o céu para a terra.
Empurram a terra para o céu.

Então, quem vai para o céu primeiro,
o Heipo já disse. 

Quem vai para o céu depois?

Esta pergunta 
tem que ser feita porque, 
pela lógica, quem vai primeiro, 
primeiro vai.

E os segundos e terceiros, 
cremos todos nós que também vão, 
só que não serão os primeiros.

É gostoso e profundamente compensador 
ter conceitos e até mesmo profecias 
ou antevisões sobre o céu.

Não quero que você comece 
a elaborar preconceitos 
sobre o que o Heipo 
está escrevendo.

Espero que você adote 
a psicologia da mentalidade infantil, 
sem o natural senso crítico dos adultos.  

"Se não vos transformardes em crianças, 
não entrareis no Reino dos Céus", 
disse o Jesus,
o filho do carpinteiro José, 
lá em Nazaré. 


Deve existir ainda em nós, 
um Menino do Dedo Verde, 
ou um Pequeno Príncipe 
que se encanta com o mundo 
e com as teorias do novo 
e do impossível de realizar. 

Tem muita gente que já vive na terra 
como se vive no céu, 
com muita simplicidade 
e descomplicado de tudo.

Ah! que boa e virtuosa inveja.

Quem vai para o céu depois,
depois dos primeiros,
talvez seja a vaca, o leite e o leiteiro,
o lavrador, o trigo e o padeiro,
a mãe, o pai e o herdeiro.

O pobre, sua cama e o travesseiro,
o trovador, o violão e seus companheiros.

Vai sim, vai para o céu,
nem que seja depois 
dos primeiros,

O homem e a mulher 
que sempre teve sede;
que sempre teve fome;
que foi humilhado;
que foi injustiçado;
que teve falta de bens
que teve falta de carinho;
que sempre sentiu falta de alguém.

Vai para céu depois, 
o homem fraco;
a mulher ignorante,
curtos de capacidades.
Não por isso, descartáveis.
No céu tem lugar para todos.

Vai para o céu depois,
o homem incompreendido
em suas boas intenções.

Os cientistas 
que procuram 
a verdade escondida;
O homem 
que perscruta o futuro
tentando trazê-lo 
e adaptá-lo ao presente.

Vai para o céu depois, aquele ou aquela que,
pelas carências que sempre teve,
cultivou a esperança,
não conheceu a saturação
ou a fortuna, e ficou pobre.

Vai para o céu todo mundo, sim.

Vai o homem e a mulher
que com dignidade de filho e filha
são herdeiros dos bens dos céus.

Vai para o céu
quem foi desprezado, caluniado, rejeitado
e ignorado como irmão,
mas manteve a linha de filho do Deus Eterno.

Para quem mesmo foi feito o céu?

Para aqueles
que não tiveram o céu aqui na terra;
para aqueles que acreditaram 
Naquele que falou:
*vou preparar-vos um lugar*.

Foi feito o céu
para os herdeiros das promessas,
que acreditaram,
apesar de todas as indiferenças
e zombarias 
dos nossos parentes e vizinhos,
amigos e irmãos.

Foi feito o céu
para aqueles que acreditaram
nas promessas da existência da vida eterna,
após o cruzamento das fronteiras.

Foi feito o céu
para aqueles que se familiarizaram
com as realidades Eternas já neste mundo.

Foi feito o céu
para aqueles que todos os domingos
ou todos os dias perseveraram
na participação Eucarística,
na Liturgia da Missa,
na vivência 
dos Sacramentos da Igreja.

Foi feito o céu
para aqueles que mesmo não vendo,
não entendendo,
aventuraram-se,
caminhando de olhos vendados,
guiados pelo som do inaudível
e o colorido do invisível. 


Foi feito o céu
para aqueles que rezavam
ou conversavam
com o Invisível Criador do Universo,
todos os dias,
todos os momentos da vida
vivendo na Presença do Invisível.

Vai para o céu
aquele que cantava,
dançava e se alegrava
por todas as maravilhas
que o Paizão do Céu fez
e doou como um Dom,
como presente de Pai para Filho.

Vai para o céu
aquele que cultiva a esperança
de que o céu existe.

Se admitirmos que o céu exista,
ele foi feito pelo nosso Pai,
que idealizou este lugar, chamado céu,
para vivermos sempre juntos com Ele.

Por isso, o Heipo 
quer dar uma de profeta diferente:

Acho que tu, 
ó Deus Pai, 
dá o céu, gratuitamente,
para o inventor 
do travesseiro
para o inventor 
do chuveiro elétrico
para o inventor 
da cama de casal.

E também para o inventor 
da receita do pudim.

E para o inventor 
da caipirinha.

Tenho certeza Paizão 
de que dás o céu, gratuitamente,
para todas as mães
para todos os pais
e para todos os outros ‘pais e mães’
que assumiram esta missão junto aos excluídos,
exilados, órfãos, desamparados e injustiçados.

É merecedor do céu, Paizão,
O Padre, o Missionário, o voluntário,
o músico
o poeta
o cantor
o pescador
e todos os outros profissionais
que nos serviram, 
porque do Teu filho
aprenderam a lição do serviço.


Tu e teu filho Jesus Cristo,
prometestes o céu para os pobres.

Estes irão todos para lá.

Todos, todos nós somos pobres,
carentes dos vossos dons,
incapazes de escalarmos
os degraus que levam até o céu.

Que conseguiríamos de grande,
valioso e eterno,
por nossas próprias mãos e méritos,
se não, somente por vossa imensa bondade?

Acho difícil Paizão, 
não dares o céu para alguém,
quando teu filho Jesus Cristo falou
que as prostitutas precederiam 
os escribas e fariseus,
dissestes, tenho certeza,
que eles também iriam,
mas, depois, bem depois,
mas iriam também,
pois a essência da Vossa Natureza
é de Pai e Mãe.

Acho que o céu lá de cima 
é feito com algumas coisas que temos aqui.

Acho que é céu é feito, Pai,
do sorriso das crianças,
do carinho das mulheres,
da ternura dos olhos compreensivos,
da grandeza dos humildes,
da alegria pura demonstrada pelos pobres,
da disponibilidade das mães,
das expectativas da minha esposa,
da sede saciada,
da gratidão pela esmola desejada e recebida,
do sentimento de esforço reconhecido,
das mãos aplicadas no serviço 
da cura e da benção,
e das palavras bem ditas.

Acho Paizão,
que aqueles que dão gargalhadas gostosas,
largas, espontâneas e autênticas,
já possuem certeza de ter conquistado
um lugar junto de Ti.

Estes já viram o tamanho
do teu jardim
e já conseguiram decifrar
a vossa linguagem
no livro da natureza.

Tu ó Deus Pai
dá o céu para todos que o desejam.

É grande demais para nossas capacidades 
querer abraçar, engolir, digerir, 
degustar e assimilar 
tamanhas bênçãos infinitas.

Céus...

Quantos valores existem por lá,
se aqui que não é o céu,
já tantos valores experimentamos.

Ter nascido para os céus
e estar vivo, desejando que o céu exista.

 
Eneas Paulo Budel Bogucheski            

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Atualizado em 04/02/2016
Atualizado em 01/06/2026

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