Vivemos
pisando
no chão da terra.
Nós estamos pisando e vivendo
num
mundo
que
chamamos planeta Terra.
Este é o nosso habitat natural.
Nossa história foi feita,
até
aqui, neste
planeta.
E aqui dentro desta terra
foi semeada uma semente,
um sonho chamado céu.
Se olharmos para cima, dizemos:
lá está o Céu.
O
que sabemos sobre o céu?
Existe ou não existe?
Não
sabemos se ele existe,
e
também não sabemos
se ele não existe.
Dependerá de acreditarmos
e de aceitarmos
como princípios de prova
material,
as frases, afirmações e promessas
feitas por um personagem
que não tem
necessidade
de mentir.
Só temos uma fonte:
a Bíblia.
E só temos um personagem
que falou sobre o céu: O Jesus Cristo.
Dezenas
de citações sobre o céu
encontraremos na Bíblia.
Diz-nos
a Bíblia
que o Deus Pai mora nos céus
e que o seu Reino está nos Céus.
O
próprio Jesus Cristo
ao ensinar seus apóstolos a rezar,
disse: Quando rezardes,
dizei:
“Pai Nosso que estais nos céus ...
santificado seja o vosso nome
assim
na terra como no céu”.
Outro
argumento bíblico,
registrado no Evangelho do São João
diz assim: “Saí do
Pai e vim ao mundo;
de novo deixo o mundo e vou para o Pai”.
Se o Pai dele e nosso Pai está no céu,
queremos ir para lá.
Não
temos outra fonte onde nos apoiar
a não ser nesta possibilidade
de que o Jesus
Cristo, filho do Deus Eterno,
veio até nós, lá de fora deste mundo,
e habitou
este mundo,
e voltou de novo de onde veio.
Só que, enquanto Ele esteve aqui,
Ele falou várias vezes deste “outro mundo”,
que, acreditamos, seja o céu.
Vamos
repetir a pergunta
do escritor e cientista
Erich Von Däniken:
“Eram os deuses astronautas”?
Não
sei se o termo correto seja ‘
astronauta’.
Talvez
tenha sido este
o termo mais apropriado para a época
em que o livro foi
editado.
Mas
o fato é que a História
da humanidade foi profetizada,
sobre este personagem que veio de fora,
viveu aqui alguns anos e
voltou para lá.
Antes
de ir, avisou
“Na casa do meu Pai tem muitas moradas...
vou preparar-vos um
lugar”.
Do
acreditar nestas premissas
vai
desenrolar-se todo este texto.
Usaremos
o que temos disponível:
o
que está escrito
e
também nossas capacidades imaginativas,
já
que não temos outro meio
para nos transportarmos para o céu.
Acho
que quem vai para o céu primeiro
é
aquele ou aqueles e aquelas
que
acreditam que ele existe.
Nada
mais ideal e justo
do
que dar para alguém,
aquilo
que ele deseja e espera.
Queremos
crer que o céu existe,
porque
existe muita literatura sobre ele
e
porque existem promessas
para
aqueles que o procuram
e
o merecem.
Vamos
fazer algumas suposições,
elaborações, indagações e pesquisas.
Ousaremos
fazer também
mais algumas afirmações.
Já
que o céu existe,
quem
vai para o céu primeiro?
O
Heipo tem certeza que:
vai
para o céu primeiro
aquele
que de tardinha
saí
de dentro do seu lar,
chega
à sacada,
ergue
os olhos
e
vê o sol
enfeitar
a tarde,
e
partir.
Existem
pessoas
que não olham para o alto
e perdem espetáculos todos os dias.
Atitude
de indiferença
ou
a falta de sensibilidade
é
um fator de retardo
no
desenvolvimento da personalidade
e
na curtição do bem,
do
belo e da arte.
Quem
vai para o céu primeiro?
Vai
para o céu primeiro
aquele
que de manhã,
bem
cedinho
levanta
para rever o sol
que
vem vindo
enfeitar
o amanhecer de um novo dia,
trazendo,
de novo,
oportunidades
e
espetáculos visíveis.
Acordamos.
Abrimos os olhos.
Olhamos
uns para os outros
e
percebemos que, de novo,
renascemos.
Vai
para o céu primeiro
aquele
que teve fé e acreditou.
Aceitou
a dimensão da fé.
Acreditou
nas palavras
que
o amigo de ontem,
de
hoje de sempre, falou e viveu,
e
seus amigos registraram
nos Evangelhos.
Foram
amigos porque pensaram em nós,
que estamos já tão distantes,
dois mil anos
depois.
Obrigado
Mateus, João, Lucas,
Marcos, Paulo, Pedro, Tiago, e os outros.
Esperamos
estar aí onde vocês estão.
Estamos
tentando seguir
as pistas que vocês trilharam.
Estamos
tentando acreditar
e concretizar as sementes
que vocês plantaram.
Vai
para o céu primeiro
aquele
que muito na terra sofreu,
com
a esperança que no seu coração
jamais arrefeceu.
Vai
para o céu primeiro
aquele
que mora no interior,
ouve
o vento passar
fazendo
leve barulho nas árvores;
ouve
o canto dos pássaros
e
admira o seu voo;
senta-se
na beira do riacho
e
vê a água sempre rolando,
entoando
canções,
quase
a falar: ‘acredite no céu’.
Vai
para o céu primeiro
aquele
que participa
com
sorriso manso
das
alegrias dos vizinhos,
parentes
e amigos.
Vai
para o céu primeiro
aquele
que chora
com
lágrimas molhadas,
escondidas,
com
o sofrimento dos andantes das ruas,
querendo
suavizá-los e não consegue.
Vai
para o céu primeiro
aquele
que sofre,
atraindo
o sofrimento dos outros
para si mesmo,
elevando
uma prece ao Pai Nosso
que
olhe e atenda suas necessidades,
os
ampare, proteja-os e
reserve
para eles
um
lugarzinho lá no céu.
Vai
para o céu primeiro
aquele
que de noite
sai
de dentro do seu lar
para
ver as estrelas.
Fica
absorto,
deixando
sua imaginação voar
até
onde consegue chegar...
...
quase no céu.
Que
imensidão acolhedora.
Quanta
mensagem de poder
e
ao mesmo tempo de humildade
do grande Arquiteto.
Faz
obras tão grandiosas
e
assina seu nome em códigos
para
não se impor
como
dono e proprietário orgulhoso.
Faz
obras maravilhosas
e
simplesmente deixa em exposição
para
alguns poucos admiradores
que
percebem
e
emitem pensamentos
de
admiração e gratidão.
Aí
só há duas palavras a dizer:
Obrigado
Paizão.
Vai
para o céu primeiro
aquele
simples padre,
fiel
servidor,
que
no repetir de todos os dias
reza
a eterna Missa nas Igrejas e Capelas
na
terra onde estamos,
intercedendo
para
que todos nós possamos
ir para o céu.
Os
sacerdotes, como simples pastores,
servos do Altíssimo, na paz e harmonia,
trabalham e celebram
a redenção da natureza
e das pessoas.
Esta experiência de rezador
proporciona ao
sacerdote
provar um pouco do que é o céu.
Portanto, já está meio preparado
para
ir a um lugar muito familiar.
Vai
para o céu primeiro,
o
homem ou a mulher
que
deixou pai, mãe e família
e
foi para o convento,
ser
padre, freira, religioso ou religiosa,
demonstrando
que a vida deixada no mundo,
foi
ou está sendo sacrificada
pela
esperança da vida eterna,
no
céu.
É
uma perda aparente
ou um ganho invisível?
Os pobres, os sacerdotes e os religiosos
são aqueles que já iniciaram a caminhada
aqui na
terra em direção ao céu.
Já
conhecem os verdadeiros atalhos.
Já
possuem o mapa.
Seguem as orientações recebidas.
Executam as ações determinadas
e ensinam o caminho.
Puxam
o céu para a terra.
Empurram
a terra para o céu.
Então,
quem vai para o céu primeiro,
o
Heipo já disse.
Quem
vai para o céu depois?
Esta
pergunta
tem que ser feita porque,
pela lógica, quem vai primeiro,
primeiro
vai.
E
os segundos e terceiros,
cremos todos nós que também vão,
só que não serão os
primeiros.
É
gostoso e profundamente compensador
ter conceitos e até mesmo profecias
ou
antevisões sobre o céu.
Não
quero que você comece
a elaborar preconceitos
sobre o que o Heipo
está
escrevendo.
Espero
que você adote
a psicologia da mentalidade infantil,
sem o natural senso
crítico dos adultos.
"Se
não vos transformardes em crianças,
não entrareis no Reino dos Céus",
disse o Jesus,
o
filho do carpinteiro José,
lá em Nazaré.
Deve
existir ainda em nós,
um Menino do Dedo Verde,
ou um Pequeno Príncipe
que se
encanta com o mundo
e com as teorias do novo
e do impossível de realizar.
Tem
muita gente que já vive na terra
como se vive no céu,
com muita simplicidade
e
descomplicado de tudo.
Ah!
que boa e virtuosa inveja.
Quem
vai para o céu depois,
depois
dos primeiros,
talvez
seja a vaca, o leite e o leiteiro,
o
lavrador, o trigo e o padeiro,
a
mãe, o pai e o herdeiro.
O
pobre, sua cama e o travesseiro,
o
trovador, o violão e seus companheiros.
Vai
sim, vai para o céu,
nem
que seja depois
dos primeiros,
O
homem e a mulher
que sempre teve sede;
que
sempre teve fome;
que
foi humilhado;
que
foi injustiçado;
que
teve falta de bens
que
teve falta de carinho;
que
sempre sentiu falta de alguém.
Vai
para céu depois,
o homem fraco;
a
mulher ignorante,
curtos
de capacidades.
Não
por isso, descartáveis.
No
céu tem lugar para todos.
Vai
para o céu depois,
o
homem incompreendido
em
suas boas intenções.
Os
cientistas
que procuram
a verdade escondida;
O
homem
que perscruta o futuro
tentando
trazê-lo
e adaptá-lo ao presente.
Vai
para o céu depois, aquele ou aquela que,
pelas
carências que sempre teve,
cultivou
a esperança,
não
conheceu a saturação
ou
a fortuna, e ficou pobre.
Vai
para o céu todo mundo, sim.
Vai
o homem e a mulher
que
com dignidade de filho e filha
são
herdeiros dos bens dos céus.
Vai
para o céu
quem
foi desprezado, caluniado, rejeitado
e
ignorado como irmão,
mas
manteve a linha de filho do Deus Eterno.
Para
quem mesmo foi feito o céu?
Para
aqueles
que
não tiveram o céu aqui na terra;
para
aqueles que acreditaram
Naquele que falou:
*vou
preparar-vos um lugar*.
Foi
feito o céu
para
os herdeiros das promessas,
que
acreditaram,
apesar
de todas as indiferenças
e
zombarias
dos nossos parentes e vizinhos,
amigos
e irmãos.
Foi
feito o céu
para
aqueles que acreditaram
nas
promessas da existência da vida eterna,
após
o cruzamento das fronteiras.
Foi
feito o céu
para
aqueles que se familiarizaram
com
as realidades Eternas já neste mundo.
Foi
feito o céu
para
aqueles que todos os domingos
ou
todos os dias perseveraram
na
participação Eucarística,
na
Liturgia da Missa,
na
vivência
dos Sacramentos da Igreja.
Foi
feito o céu
para
aqueles que mesmo não vendo,
não
entendendo,
aventuraram-se,
caminhando
de olhos vendados,
guiados
pelo som do inaudível
e
o colorido do invisível.
Foi
feito o céu
para
aqueles que rezavam
ou
conversavam
com
o Invisível Criador do Universo,
todos
os dias,
todos
os momentos da vida
vivendo
na Presença do Invisível.
Vai
para o céu
aquele
que cantava,
dançava
e se alegrava
por
todas as maravilhas
que
o Paizão do Céu fez
e
doou como um Dom,
como
presente de Pai para Filho.
Vai
para o céu
aquele
que cultiva a esperança
de
que o céu existe.
Se
admitirmos que o céu exista,
ele
foi feito pelo nosso Pai,
que
idealizou este lugar, chamado céu,
para
vivermos sempre juntos com Ele.
Por
isso, o Heipo
quer dar uma de profeta diferente:
Acho
que tu,
ó Deus Pai,
dá o céu, gratuitamente,
para
o inventor
do travesseiro
para
o inventor
do chuveiro elétrico
para o inventor
da cama de casal.
E
também para o inventor
da receita do pudim.
E
para o inventor
da caipirinha.
Tenho
certeza Paizão
de que dás o céu, gratuitamente,
para
todas as mães
para
todos os pais
e
para todos os outros ‘pais e mães’
que
assumiram esta missão junto aos excluídos,
exilados,
órfãos, desamparados e injustiçados.
É
merecedor do céu, Paizão,
O
Padre, o Missionário, o voluntário,
o
músico
o
poeta
o
cantor
o
pescador
e
todos os outros profissionais
que
nos serviram,
porque do Teu filho
aprenderam
a lição do serviço.
Tu
e teu filho Jesus Cristo,
prometestes
o céu para os pobres.
Estes
irão todos para lá.
Todos,
todos nós somos pobres,
carentes
dos vossos dons,
incapazes de
escalarmos
os
degraus que
levam até o céu.
Que
conseguiríamos de grande,
valioso
e eterno,
por
nossas próprias mãos e méritos,
se
não, somente por vossa imensa bondade?
Acho
difícil Paizão,
não dares o céu para alguém,
quando
teu filho Jesus Cristo falou
que
as prostitutas precederiam
os escribas e fariseus,
dissestes,
tenho certeza,
que
eles também iriam,
mas,
depois, bem depois,
mas
iriam também,
pois
a essência da Vossa Natureza
é
de Pai e Mãe.
Acho
que o céu lá de cima
é
feito com algumas coisas que temos aqui.
Acho
que é céu é feito, Pai,
do
sorriso das crianças,
do
carinho das mulheres,
da
ternura dos olhos compreensivos,
da
grandeza dos humildes,
da
alegria pura demonstrada pelos pobres,
da
disponibilidade das mães,
das
expectativas da minha esposa,
da
sede saciada,
da
gratidão pela esmola desejada e recebida,
do
sentimento de esforço reconhecido,
das
mãos aplicadas no serviço
da cura e da benção,
e
das palavras bem ditas.
Acho
Paizão,
que
aqueles que dão gargalhadas gostosas,
largas,
espontâneas e autênticas,
já
possuem certeza de ter conquistado
um
lugar junto de Ti.
Estes
já viram o tamanho
do
teu jardim
e
já conseguiram decifrar
a
vossa linguagem
no
livro da natureza.
Tu
ó Deus Pai
dá
o céu para todos que o desejam.
É
grande demais para nossas capacidades
querer abraçar, engolir, digerir,
degustar e assimilar
tamanhas bênçãos infinitas.
Céus...
Quantos
valores existem por lá,
se
aqui que não é o céu,
já
tantos valores experimentamos.
Ter
nascido para os céus
e
estar vivo, desejando que o céu exista.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Atualizado em 04/02/2016
Atualizado em 01/06/2026
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