Você não imagina o desespero
em que me encontro
quando sinto que
perdi minha alma.
Você deve imaginar
a alegria
que transborda
em minhas
manifestações vitais
quando percebo estar
de novo,
em posse da minha
alma.
Tudo falta, quando falta
a alma.
Se olharmos para as
pessoas,
distinguimos
aquelas que possuem
alma
ou que a cultivam
e aquelas que a
perderam
ou não sabem como
cultivá-la.
No convívio com as
pessoas,
chegamos a ver,
quase a tocar
a alma delas.
A alma
é a energia
que está dentro,
germinando
para agir lá fora.
A alma é a energia da vida
que explode para fora.
A alma vivifica a vida.
A alma motiva
e dá brilho ao viver.
A alma é a fonte
onde saciamos nosso ser
sedento de plenitude.
A alma é a resposta
da verdade sobre nosso próprio
ser.
A alma é o alimento
do que de eterno
existe em cada um de
nós.
Á alma é a raiz,
é o coração emotivo
da existência, da esperança,
que persiste no nosso ser.
Uma pessoa sem alma
não se entende
e temos dificuldades
de com elas interagir.
Não há o que trocar
ou permutar,
não há como dialogar,
porque nada de permanente,
nada de duradouro
existe lá dentro.
Sem alma, sem vida.
Ajudemo-nos uns aos
outros
a abrir melhor nossos
olhos
para ver valores
maiores
que satisfaçam
nosso pobre e indefeso ser,
que não sabe sem alma viver.
A alma não se vê,
mas vemos a pessoa
que a carrega bem ativa,
radiante.
A experiência de ter
alma
é algo imaterial,
intuitivo,
profundo e misterioso,
saboroso.
Não está na rotina.
Não aparece na superfície.
Quem tem a alma ativa
escuta o barulho do
silencio.
Quem tem a alma ativa
transporta-se para lá,
junto das estrelas.
Quem vivifica a alma
está com o tanque
cheio,
de paz e energias boas.
Quem carrega uma alma
não sente o peso da
vida,
anda leve,
sem machucar o chão.
Quem tem alma
faz a experiência de unidade
com o universo todo,
sente-se irmão e irmã
de todas as
criaturas.
Quem tem alma não se sente órfão,
vive na presença do
Paizão.
Ter alma é viver
em clima familiar.
Expor a alma é estar sempre
em clima de festa,
todos juntos, alegres e contentes.
Ter alma é sentir-se
como um filhinho no
colo,
amado e assistido
pela presença amorosa
do papai e da mamãe.
Acho que é ali, na alma,
que mora o Heipo de cada ser humano.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 28/12/2016 e 18/03/2026
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